Palhaceata

O palhaço e a contracultura.

Idealizado pelo Grupo Bastet (GO), o festival trabalha em função da criação de uma rede internacional para circulação de espetáculos e intercâmbio de conhecimento, culturas e pessoas.

O palhaço propõe um olhar diferente sobre as coisas do mundo.  Um caminho festivo para vida e para a cultura humana.  Um festival de palhaços, não poderia ser outra coisa senão um ambiente festivo como ferramenta de conexões culturais.

O conceito de contracultura está intimamente ligado com os movimentos iniciados na Califórnia (EUA), na década de 60, onde se desenvolveram propostas coletivas que valorizavam a inovação, o empreendedorismo e a liberdade. Vemos hoje acontecendo no deserto da Califórnia um dos maiores festivais de contracultura do mundo: o Burning Man. Um encontro entre pessoas de todo o mundo que, num ambiente preparado para instiga-los, são convidadas a se expressarem artisticamente de todas as maneiras. No Burning Man não há regras, o que há são um conjunto de orientações, uma espécie de “mandamentos sagrados” básicos, que as pessoas foram desenvolvendo durante os anos de sua existência e colaboram para que o Festival seja o que propõe: um espaço de criação, liberdade, interações culturais e interpessoais e respeito a si mesmo e ao outro da forma mais profunda possível. Burning Man, ou Homem em Chamas em português, nasceu com uma queima anual, realizada por amigos, de um boneco gigante de um homem. A coisa foi crescendo e cativando mais pessoas e se transformando a partir do encontro. A queima do boneco, ao fim de cada festival, simboliza a renovação do homem.

Inspirada nesta linha de pensamento, a Palhaceata este ano será o nosso Burning Clown, nosso “Palhaço em Chamas”. O inóspito como território criativo. Lugar onde todos são convidados a se expressarem artisticamente.

A Palhaceata, desde sua primeira edição, sempre teve uma temática de dar voz a demandas de nosso povo. Dar voz a causas importantes, visto que, diariamente, somos impelidos a nos envolver com o que é urgente e o que é importante é cada vez mais deixado para depois. Este é o nosso tempo de parada. Tempo para pensar, experimentar e sentir novos rumos possíveis para a nossa sociedade. Pensar num mundo globalizado que também nos represente.

Represente nosso povo, nossos valores, nossas raízes primárias, nossa identidade.

Aqui, o país das maravilhas de Alice, não representa um sonho ou devaneio. Representa uma proposta de mundo, pois se “esse mundo fosse só meu, tudo nele era diferente. Tudo não era o que é. E tudo era o que é”. É o desejo individual imerso no anseio coletivo.

A Palhaceata será a abertura de uma programação intensa cheia de espetáculos internacionais, nacionais, regionais, cursos, palestras, cinema, encontros, troca de experiências… Seja bem vindo ao fabuloso universo do 5º NA PONTA DO NARIZ!!!

15 de setembro, às 17h

16h - Concentração na Praça Cívica
17h - Saída do cortejo pela ciclovia da Av. Universitária até a Praça Universitária